O MAIS REPUGNANTE É VER QUEM TEM NÃO DAR
Debate na tv mostra nossa verdade sem mascaras.
Vendo um programa bem conceituado na TV, me inspirei a escrever este pequeno artigo.
Já repararam que aqueles que estão e vivem em dificuldades dividem mais, ajudam mais, estão mais disposos para o trabalho voluntário, são mais solidários e por ai vai. Já os mais abastados, nascidos “ricos” ou não, não querem nem ouvir falar disso tudo (apenas um infima minoria). Em eventos sociais sempre falam sobre a sujeira nas ruas, dos pedintes, muitas vezes tem ideias “muito boas” para que isso tudo se arrume, mas sem que eles tenham que botar a mão na massa ou no bolso.
Certa vez, em um churrasco de pessoas não tão abastadas assim, um grupo apresentou uma solução para acabar com a criminalidade e com as comunidades “favelas”: “…explode logo tudo que acabam os problemas!”. Simples assim.
Por que é necessário acontecer catástrofes, como as últimas chuva no Rio de Janeiro, para que aja uma mobilização nacional? E tem mais. É certo que já vi grandes impérios doarem toneladas de alimentos, colchões, etc., mas adivinhem quais os que mais ajudam e participam? Aqueles menos afortunados do primeiro parágrafo em uma proporção esmagadora de 85% contra 15%, se tanto, dos abastados, que com um pouco de boa-vontade, já teriam ajudado a resolver ou minimizar bastante os problemas socias que nosso país enfrenta.
Andei pesquisando as Organizções do Terceiro Setor e qual o custo de manutenção básica para continuarem funcionando, sem nenhum respiro extra para comprar aquele liquidificador que quebrou no mês retrasado; fiz o mesmo com as do Segundo Setor e a diferença de custo e de respiro é absurda, bossal mesmo que tenho até vergonha de comparar, mas se uma dessas empresas doa-se 1% de seu lucro para 5 organizações distintas (1% para cada uma num total de 5%) apenas 1 vez por ano, elas se manteriam com mais tranquilidade o ano inteiro.
Em uma das organizações o custo era muito pequeno, o básico mesmo, luz, telefone, inernet, manutenção de computador e site e, vejam bem, com três funcionários sendo que apenas um em período integral, R$6.000,00/mês, cru e sem repiro. Quem a mantia até 2008 era seu fundador (caso abastadíssimo), mas, sem investir em assessoria de imprensa, novos servidores, melhoria e praticidade da navegação do site, de repente, do nada resolveu que:
“…a organização tem que caminhar com as próprias pernas, como não está acontecendo vou encerrar as atividades dela.”
Cortou a manutenção e ponto final. Pois é, esta organização vem, a 1 ano e 5 meses caminhando lentamente, sobrevivendo apenas do amor pela causa e por saber que, mesmo que as doações não tenham muitos zeros elas fazem “A” diferença para o abismo, o que é uma grande perda para outras organizações associadas a esta, que alcança a média de 100.000 acessos mês.
É isso ai….
Por: Ana Leão – Especialista em marketing pela UNESA, gerenciamento de projetos pelo PMI, direitos humanos pela SEDH, intermediação de comflitos pela SEDH e dependência química pela Contexto Saúde.

